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Como falar da morte com as crianças?

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Ariano Suassuna, em uma de suas mais aclamadas obras, O Auto da Compadecida, já dizia: “tudo que é vivo morre.”. E esta, definitivamente, é a única certeza que temos na vida: um dia, todos nós já não estaremos mais aqui. A grande diferença é que um adulto ou um adolescente, por mais dolorido que seja, compreende o significado da morte de um ente querido, conhecendo suas implicações e o sentimento de perda. Mas como falar da morte com as crianças? Como explicar de maneira clara a ausência de uma pessoa e a tristeza das que ficaram? Para ajudar neste assunto tão delicado, fomos atrás de algumas dicas para facilitar a sua conversa com o seu filho. Não ignore a realidade.

A morte de um ente querido ou até mesmo de um animal de estimação pode afetar a família inteira e, por mais que as crianças ainda não entendam o conceito da morte, elas notam que há alguma coisa diferente.
Aos 3 anos de idade, os baixinhos entram na fase da curiosidade e, naturalmente, começam a perguntar sobre tudo. Quando uma pessoa falece, portanto, é natural que surjam dúvidas e as crianças procuram solucioná-las com quem elas tem mais confiança: os pais.
Usar respostas evasivas ou pior, ignorar a pergunta infantil, faz com que ela se sinta excluída, perdendo a confiança nas figuras paternas. Por isso, explique de maneira simples e franca. Seu filho se sentirá amparado e passará pelo momento de luto de forma mais saudável e tranquila.
Tristeza, por favor vá embora.
Existe ainda mais um fator que deve-se levar em conta na conversa entre pais e filhos. Cada ser humano enfrenta a morte de uma forma diferente e singular. Durante todos os anos sofremos influência familiar, religiosa e até midiática. Nas crianças, pelo pouco tempo de vida, isso não acontece. Há dificuldade de entender o porquê da tristeza, porque aquela pessoa não irá mais estar presente, etc. Se a criança possuía um vínculo muito forte com a pessoa ou o convívio era diário, há ainda a necessidade de explicar a ruptura da rotina. A melhor dica é ter muita calma e paciência: muitas vezes, apenas uma conversa apenas não será suficiente e as dúvidas podem surgir nos momentos mais inoportunos. Você deve procurar ser transparente, falando que a eventual tristeza não possui relação com a criança e muito menos com a pergunta e que você estará de prontidão para oferecer o suporte necessário.
Este aprendizado fará com que a relação com um assunto tão delicado seja aprendida para a vida toda, sem traumas ou maiores impactos.
Por último, lembre-se: a partir dos 7 anos, as crianças já começam a compreender o que é a morte da maneira como nós, adultos, a vemos. A tristeza é melhor absorvida se todos se ajudarem e se manterem unidos, sempre.

 

 

 

 



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