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Sicília: o jardim do mediterrâneo.

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Falar em Itália é quase sempre sinônimo de boa culinária, excelentes vinhos, história e paisagens de cidades como Roma, Milão e Veneza. Porém, neste mês, nós vamos tirar o seu cérebro do automático e ir além dos roteiros prontos de agência de viagem. Vamos levar você a um lugar diferente, charmoso e tão belo que até hoje é chamado de jardim do Mediterrâneo. Seja bem-vindo à Ilha da Sicília! Um mar de possibilidades.
Viajar para a Itália é sempre uma ótima maneira de aproveitar a vida, entrar em contato com o melhor da gastronomia e absorver muita história. A Sicília, neste ponto, não é diferente. Ela está localizada ao sul da Itália e é a maior ilha do Mediterrâneo. Porém, ela apresenta características próprias que a modificam da Itália continental. Essa região de 25 mil km 2 e cerca de 5 milhões de habitantes foi, ao longo da história, colonizada por gregos, árabes, persas e fenícios que ajudaram a criar uma cultura absolutamente especial, que absorveu características de todas as outras.
Outro ponto de divergência é a própria geografia: por ser uma ilha, o contato com mar é praticamente obrigatório. Para o turista significa praias convidativas, clima agradável e passeios de barco de tirar o fôlego. Convém apenas citar as nossas informações técnicas para os viajantes: há voos diretos saído do Rio para Palermo, a capital da Sicília, com escalas em cidades como Milão, Roma e Paris. Os turistas brasileiros não precisam de visto. Em contrapartida, necessitam comprovar que possuem recursos para a custear a estadia na Itália. Outra dica é mostrar na Alfândega a reserva do hotel e o comprovante da passagem de volta ao Brasil. Por fim, muitas cidades possuem sítios arqueológicos ao ar livre (são cerca de 260 em todo território siciliano) e atrações que, para serem aproveitadas ao máximo, necessitam de bom tempo. Por isso, a melhor época do ano para o turismo é a primavera, quando o tempo está bastante agradável e quase não há chuvas. ViVa a diferença.
Quem teve a chance de conhecer a Itália, mas não a região da Sicília, ao chegar na ilha pode, com certeza, achar que está visitando um outro país. Primeiro porque o clima solar não se restringe apenas ao lado meteorológico. A região possui um clima adorável e muito informal e muitas vezes com os mesmos problemas comuns do Brasil: desigualdade entre as regiões, umas mais ricas e outras nem tanto e trânsito, por vezes, complicado. Mas nada disso é capaz de tirar o brilho do lugar.
Outra vantagem é que o trajeto entre uma cidade à outra é bem curto. Você não perde tempo na estrada e aproveita o máximo de cada cidade. E com este intuito, de não perder tempo, a melhor pedida para o início da viagem é aproveitar as belezas de Palermo, a capital siciliana. Tanto a cidade em si, quanto a própria ilha, podem ser considerados verdadeiros museus a céu aberto. As atrações de Palermo são tantas que algumas operadoras de turismo do local aconselham uma estadia de, no mínimo, 3 dias.
Chamada de “a cidade mais conquistada do Mundo”, Palermo possui uma arquitetura que comprava essa teoria: são templos gregos, igrejas europeias góticas, mesquitas e, até construções que tentam mesclar todos es estilos em um só local. Andar pelo centro histórico é se deparar com obras de tempos imemoriais. Algumas, como a catedral da cidade, são verdadeiras obras primas da arquitetura medieval, atraindo milhares de turistas ao longo dos anos. Outra atração que deve figurar entre as principais em qualquer guia da Sicília é o Vale dos Templos. Um conjunto arquitetônico grego com templos dedicados aos deuses do Olimpo.
Quem quer ir além da história pode conferir o Vucciria, um dos mais famosos mercados da cidade. Uma curiosidade: vucciria é uma palavra do dialeto siciliano que significa barulho e indica muito bem o que você encontrará neste mercado: sabores marcantes, aromas exóticos e uma população hospitaleira e muito comunicativa.
Taormina: o TUrismo como Vocação.
Algumas cidades são propícias para negócios. Outras para compras, mas essa cidade da Sicília possui vocação e exuberância para o turismo. Taormina é a joia que mescla cultura e natureza em medidas exatas. Com clima de cidadezinha do interior, você vai encontrar praias da águas mornas e transparentes, muita cultura e até realizar aventuras. Uma outra grande vantagem do local é que, mesmo nas altas temporadas, é raríssimo ver filas ou aquela concentração típica dos balneários. Tudo é muito agradável e até a estrutura dos quiosques de praia (que na verdade pouco se assemelham com isso) é de altíssimo nível.
Um dos locais mais visitados da cidade são as ruínas do Teatro Greco. Uma construção do Sec. III A/C, que até hoje recebe espetáculos de ópera e dança. Mas se natureza for a sua escolha, Taormina possui uma atração imperdível: há uma ilha no Mar Jônico chamada Isola Bella. Uma reserva natural, tão perto da costa que, na maré baixa, pode ser acessada tranquilamente a pé. Outo atrativo natural ou gastronômico, dependendo do ponto de vista, é o limão siciliano. Apesar de ser originário da China ele encontrou no clima da cidade o local perfeito para sua difusão.Tanto que figura como ingrediente principal de grande parte dos pratos.
para pegar fogo!
A mesma natureza encantadora da Sicília pode ser letal. Visitar a região é ficar frente a frente com um gigante: o vulcão Etna, o maior e um dos mais ativos de toda a Europa. Mas, inicialmente, não tenha medo: apesar de ser muito destrutivo a grande maioria das erupções não causam dano nenhum e formam um espetáculo lindo de ser observado. De longe, é claro. Mas mesmo assim informe-se se a visita no seu período de viagem é aconselhável.
A vida siciliana está tão ligada ao Etna que a maioria das construções na cidade de Catania foram feitas com a lava negra do Vulcão. Vale lembrar que ao longo da história ela já foi destruída e reconstruída centenas de vezes. Mas, mesmo assim, monumentos históricos como o Teatro Romano, que possuía capacidade para 7000 pessoas, e o Castelo Ursin, um símbolo da região, conseguiram resistir às intempéries do tempo e do Etna.
O sentimento de reinvenção, que é visível em Catania, talvez seja o maior e mais profundo legado da Sicília não apenas para a Itália, mas também para o mundo. Até porque, ao voltar de lá, você vai se sentir completamente renovado.
 

 

 

 



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