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Alcoolismo na adolescência. Um problema que acontece cada vez mais cedo.

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A utilização de bebida alcoólica sem limites é um hábito desagradável cada vez mais intenso entre os jovens. Eles estão começando a beber cada vez mais cedo. Porém, o abuso do álcool apresenta perigos, assim como o risco do alcoolismo e ainda,o risco de se partir para outras drogas. O álcool é a porta de entrada, pois seu consumo é estimulado pela sociedade. Como a bebida é socialmente aceita, as doses a mais, raramente, são consideradas um problema, mas um deslize passageiro. Esse desprezo é incorreto e perigoso, principalmente quando o exagero acontece na adolescência, pois esta é uma fase de experimentação e rebeldia. Por isso, o cuidado deve ser redobrado. Há pesquisas que apontam 11, 12 e até 10 anos como média da idade para o primeiro gole.

O INÍCIO DE UM DRAMA.
Os fatores que motivam o uso de álcool e outras drogas são múltiplos: curiosidade, infl uência grupal, infl uência cultural, aprendizagem social, inadequação, necessidade de fi liação, entre outros. Esses fatores não são em si sufi cientes como agentes causadores de dependência, mas sim, detonadores do comportamento de usar uma ou outra droga. O álcool, assim como outras drogas depressoras, pode causar alívio de ansiedade, sensação de paz, tranquilidade, bem-estar, desinibição, adequação e sono.Os prazeres que ele dá fi cam retidos na memória como uma experiência positiva e recompensadora e por isso os jovens voltam a experimentá-lo:“É bom e quero mais”. saúde

COMO A DOENÇA SE DESENVOLVE?
A causa para o alcoolismo pode ser consequência de fatores existenciais como: insatisfação, falta de objetivos, complexos, medos, necessidade de se alienar da realidade e busca de prazer imediato. O alcoolismo poderá se desenvolver ou não, dependendo de características biológicas inatas. E como não sabemos quem pode se tornar dependente, não se deve abusar.
O uso inadequado dessa droga pode trazer graves consequências para nível organizacional, psicológico e social. A passagem do beber sem problemas ao
alcoolismo não se faz do dia para noite. Em geral é um processo de alguns anos. Aos poucos o beber vai adquirindo cada vez mais importância na vida da pessoa.
O indivíduo está doente quando há perda da liberdade da decisão sobre o ato de beber. Aí passa a depender de tratamento. Para ajudar você a entender mais, veja algumas informações perturbadoras:

 • Os adolescentes que bebem pesadamente com regularidade podem sofrer danos cerebrais duradouros. O cérebro realiza importantes avanços até 20 ou 21 anos de idade.
• A dependência de álcool acomete de 10% a 12% da população mundial.
• A incidência de alcoolismo é maior entre os homens. Porém o consumo entre as mulheres vem crescendo.
• O álcool é uma droga depressora do SNC.

COMO OS PAIS DEVEM AGIR?
Muitas atitudes que temos são diretamente copiadas por nossos fi lhos. Além disso, fi que atento a algumas dicas.
• Cuidado com diálogos dúbios. Falar uma coisa e fazer outra. Exemplo: como vou criticar meu fi lho que sai para beber, se eu tomo remédio para
emagrecer?
• Limites – Dizer NÃO.
• Diálogo franco, amizade.
• Passar confi ança para os fi lhos.
• Orientar.
• Não criticar, não julgar.
• Elogiar as coisas positiva no lugar de punir as negativas.
• Não ser superprotetor.
• Saber e se interessar em saber quem são os amigos dos fi lhos.
• Buscar ajuda. Orientação de profi ssionais da saúde, se achar necessário.
• Passar valores – primeiro os deveres depois os direitos.
• Fazer sua autoridade ser respeitada.
• Respeitar a individualidade.
• Não abusar física nem psiquicamente.
• Não fi car comparando as pessoas.
• Prestar atenção na forma de falar.
• Não acusar sem ouvir antes.
• Não tentar controlar tudo.
• Não passar a mão na cabeça o tempo todo.
• Tomar cuidado para não invadir o espaço do fi lho.
• Não estragar sua autoestima.
• Não oferecer facilidades.
• Permitir que ele vivencie frustrações.
A informação, a transmissão de valores e o diálogo são fundamentais para prevenção do uso, abuso e dependência de álcool e outras drogas. Em caso de abuso ou dependência busque ajuda especializada.
Aline Cataldi
Psicóloga Clínica (PUC/RJ)
Mestre em Saúde Mental (UFRJ)
www.alinecataldi.com.br
Foto: Divulgação

 

 

 



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